BID aplicará até US$ 6 bi no Brasil nos próximos 4 anos
Qua, 29 de Junho de 2011 10:04
O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, informou na tarde de hoje que a instituição disponibilizará entre US$ 4 bilhões a US$ 6 bilhões para a realização de investimentos no Brasil nos próximos quatro anos. Desse total, a metade será destinada a projetos relacionados à Copa do Mundo de 2014. O restante será aplicado em diversos projetos do governo federal e dos Estados. Moreno esteve hoje no Palácio do Planalto, onde foi recebido pela presidente Dilma Rousseff.
Em entrevista após o encontro, ele disse que discutiu com Dilma a realização de projetos que poderão contar com a parceria do BID. Ele citou o "Brasil sem Miséria", lançado recentemente pelo governo. O banco poderá atuar na capacitação de técnicos e equipes do programa.
Moreno e Dilma também discutiram a possibilidade de construção de estradas ligando os países sul-americanos e projetos de saneamento básico, turismo e educação no Nordeste. Em 2011, o BID estima que investirá US$ 2 bilhões no Brasil.
Fonte: Agência Estado - 29-06-2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Sorgo sacarino pode reforçar produção de etanol no Brasil
Quando se fala em sorgo, a primeira coisa que vem à cabeça é aquela planta que produz grãos e forragem para alimentar o gado. No entanto, nos últimos anos, com o mundo cada vez mais voraz por fontes de energia renováveis, outro tipo de sorgo voltou a despertar a atenção dos pesquisadores, o sorgo sacarino que assim como a cana serve para fazer etanol.
O sorgo sacarino já foi assunto das primeiras reportagens do Globo Rural no começo da década de 1980. Na época, assim como a cana de açúcar, o sorgo sacarino fazia parte do Proálcool - o Programa Nacional do Álcool - lançado pelo governo em 1975 para tentar substituir parte dos combustíveis derivados do petróleo.
Não demorou muito e a cultura praticamente desapareceu. Os recursos para pesquisa minguaram e os resultados da época ficaram guardados nas prateleiras dos institutos. Agora, quase 30 anos depois, o sorgo sacarino está de volta.
A principal diferença entre o sacarino e os outros tipos de sorgo está numa parte da planta chamada colmo. Os colmos do sorgo sacarino, assim como os da cana, são cheios de caldo e açúcar. “Depois de passar os colmos na moenda podemos extrair caldos semelhantes ao da cana de açúcar para produção de etanol”, explica Rafael Parrella, agrônomo e pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo.
Parrella trabalha hoje especificamente com melhoramento genético de sorgo sacarino. A maior parte de seus ensaios fica num campo experimental da instituição no município de Nova Porteirinha, próximo à Janaúba, no norte de Minas Gerais. Rafael testa o rendimento de 25 novas variedades da cultura. “Dessas, nós vamos selecionar as mais promissoras para lançar nos próximos anos”, diz.
O sorgo é uma gramínea tropical nativa de países africanos, da região do Sudão, Etiópia. Foi domesticado há mais de mil anos e é usado principalmente na produção de grãos e forragem para alimentação animal. Só o sorgo tipo sacarino tem o caldo açucarado que vira etanol. Da espécie sorghum bicolor, o sacarino também produz grãos e massa verde e pode chegar a três metros de altura.
O momento agora, segundo o doutor Rafael, é favorável para a pesquisa. No mundo, a demanda por fontes de energia renováveis, mais limpas, cresce a cada dia. Mas vale ressaltar que a ideia não é substituir as matérias-primas já consagradas.
“A cana é bastante produtiva e vai continuar expandindo, contudo existe uma entressafra na cana-de-açúcar onde não se tem matéria-prima para ser processada. É aí que o sorgo sacarino poderia se encaixar muito bem, ampliando o período de moagem das usinas, e sem ampliar área, porque poderia se utilizar áreas de canaviais em renovação, utilizando o sorgo sacarino”, explica o agrônomo.
Na região Centro-Sul, a colheita da cana vai de abril a novembro, dezembro. O sorgo plantado de setembro a novembro seria colhido justamente de janeiro a março, época de entressafra da cana. O plantio feito por sementes e a possibilidade de mecanização da lavoura usando os mesmos equipamentos da cana também são grandes vantagens da cultura.
O problema hoje é a falta de sementes de sorgo sacarino no mercado. A Embrapa chegou a lançar uma variedade no passado, a brs 506, mas não existe mais dela para vender e a instituição não quer relançá-la, prefere apostar nas variedades novas, mais produtivas, que o agrônomo Rafael Parrella está testando.
Para avaliar o rendimento das 25 novas variedades, funcionários da Embrapa colhem oito exemplares de cada uma delas. Os grãos são separados e tudo é identificado. Na sala de moagem, a equipe pesa a biomassa, massa verde total de cada feixe de sorgo. Depois, eles passam os oito exemplares de cada variedade na moenda e extraem o caldo. Registram o volume e o peso total do produto. Medem também o chamado "brix", o teor de açúcar presente no caldo.
“Estamos procurando um valor acima de 20 graus brix, que é o que em média a cana-de-açúcar apresenta na usina”, diz o agrônomo. Apresentar bons teores de açúcar é fundamental, mas outros fatores também influenciam. Uma boa variedade deve produzir bastante caldo e pra isso, tem que render no campo. Quanto mais toneladas de biomassa por hectare, melhor.
“A perspectiva é para que essas novas variedades de sorgo sacarino para a produção de etanol estejam disponíveis no mercado em 2012”, declara Parrella.
De acordo com a Embrapa, um hectare de sorgo, por enquanto, rende em média 50 toneladas de massa verde total, que dá cerca de 2500, três mil litros de etanol. Só para efeito de comparação, o rendimento médio do mesmo hectare de cana-de-açúcar na indústria hoje é de seis mil litros de etanol.
A Embrapa não encabeça sozinha as pesquisas envolvendo o sorgo sacarino. Empresas privadas também estão prestes a entrar nesse mercado. Uma multinacional, produtora de sementes, em parceria com grandes usinas, colheu este ano mais de 1.200 hectares do produto para testar na indústria o rendimento de sete híbridos desenvolvidos por ela.
“Não foi um teste que foi feito pra ser depois descartado, as usinas efetivamente colheram esse sorgo, levaram pras moendas e esse sorgo produziu etanol e que tá hoje na bomba abastecendo nossos carros por aí”, afirma José Carlos Carramate, dirigente da empresa.
Para a próxima safra, os planos são ainda mais ambiciosos. A empresa já fechou parceria com 12 usinas em sete estados brasileiros. “Estamos produzindo sementes suficientes para plantar algo em torno de 50 a 60 mil hectares de sorgo sacarino no próximo período das águas. Se eu tivesse semente para 120 usinas, eu teria demanda para isso”, declara Carramate.
O sorgo sacarino não deve ficar restrito às grandes usinas e aos grandes estados produtores de etanol. Em Jaguari, região centro-oeste do Rio Grande do Sul. O município sedia um campus do Instituto Federal Farroupilha que é um dos parceiros da Embrapa nos experimentos envolvendo sorgo sacarino.
No Rio Grande do Sul, eles estão testando numa escala um pouco maior as variedades que foram desenvolvidas lá em minas gerais pela Embrapa milho e sorgo. A ideia é ver como é que essas variedades se adaptam às condições de solo e clima do sul do país. Por enquanto, os resultados são promissores.
A bióloga Beatriz Emygdio, pesquisadora da Embrapa Clima Temperado que gerencia o trabalho no estado, explica que o clima ajudou, o manejo foi todo bem conduzido pelos agrônomos do instituto e a produtividade da lavoura surpreendeu.
“Os resultados são excelentes, nós estamos conseguindo, com essa unidade de observação, em torno de 90 toneladas por hectare de massa verde, que seria biomassa total, considerando folhas, colmos e sementes, isso é um resultado muito bom”, afirma a pesquisadora.
Beatriz Emygdio explica por que produzir sorgo sacarino no Rio Grande do Sul, um estado que nem consta na lista dos principais produtores de etanol. “O Rio Grande do Sul tem uma estrutura fundiária que predomina pequenos produtores, e o sorgo sacarino nessa ideia de produção de etanol em microdestilaria seria uma cultura perfeita dentro dessa proposta. O processo de colheita pode ser feito perfeitamente por uma ensiladeira, para fazer a extração de caldo do sorgo”, diz.
Todo o sorgo colhido é processado no instituto. Para testar o rendimento dele em etanol, a Embrapa também firmou uma parceria com um fabricante de microdestilarias da região, onde a moenda separa o caldo do bagaço. O caldo segue para a sala de fermentação e em 24 horas, leveduras transformam todos os açucares presentes em álcool.
O vapor da caldeira dentro das colunas de destilação separa o álcool do vinhoto, o resíduo que sobra desse processo todo e que também é usado como fertilizante. “Nós temos um rendimento excelente, em torno de 42 litros por tonelada de massa verde, isso vai dar em torno de três mil a quatro mil litros por hectare de etanol”, afirma.
Uma grande vantagem da cultura, sem dúvida nenhuma, é que ela - em pequena ou grande escala - pode ser processada pelos mesmos equipamentos que processam a cana, como explica o Denis Delavi, representante da empresa parceira da Embrapa que fabrica as microdestilarias. “Com seus próprios maquinários, sem nenhum investimento a mais ele consegue aumentar a capacidade de produção da sua destilaria”, diz.
Outra coisa boa do sorgo sacarino é que ele não serve só a fazer etanol. Todo o bagaço que sobra na moenda é fonte de nutrientes e alimento desejado pelo gado. “O gado adora esse material, é muito rico, sobra ainda muitos açúcares nesse bagaço, e o sorgo tem uma palatabilidade melhor, quando comparado com o bagaço de cana, o gado prefere o bagaço de sorgo sacarino, então isso garante a sustentabilidade do processo porque tudo pode ser aproveitado na propriedade”, analisa a bióloga Beatriz Emygdio.
Como a dificuldade para encontrar sementes do sacarino é muito grande, na região, hoje, praticamente só uma fazenda mantém produção independente desse sorgo, cerca de 40 hectares. O engenheiro Eduardo Mallmann, um dos donos da propriedade, se tornou um entusiasta da cultura.
O negócio principal é a produção de sementes de arroz, mas há três anos a fazenda decidiu diversificar seus investimentos. “Nós resolvemos entrar nesse negócio de etanol e iniciamos uma pesquisa através da internet de fontes alternativas de matérias-primas energéticas que pudessem suprir o abastecimento de usina de etanol”, conta.
Chegaram, então, ao sorgo sacarino. Conseguiram as primeiras sementes com a Embrapa e passaram a multiplicá-las na própria propriedade. “A tendência é a Embrapa Milho e Sorgo apresentar novas variedades com novos potenciais que vão solidificar essa cultura no cenário brasileiro”, comenta.
Hoje, grande parte da fazenda já é abastecida pelo etanol produzido pela miniusina que Eduardo e os sócios desenvolveram para vender. Nela, eles estão sempre em busca de equipamentos movidos a etanol: gerador de energia, tratores e máquinas agrícolas. Têm até um fogão a etanol, que aquece a água para fazer o tradicional chimarrão gaúcho. O etanol é armazenado num tanque e fica depositado embaixo das bocas e pode queimar por cerca de seis horas ininterruptas.
São muitas as possibilidades e se tratando de fontes de energias renováveis, o Brasil hoje tem posição de liderança no mundo. O Proálcool criado no país foi um dos primeiros programas de uso massivo e popular desse tipo de energia, mas parar de buscar novas alternativas pode significar perder o rumo da história.
O sorgo sacarino poderia ocupar pelo menos dois dos quatro meses em que as usinas costumam ficar paradas. Isso seria bom para elas, para o produto de cana e para o consumidor, que pode pagar menos pelo combustível na entressafra.
Fonte: Redação - MT Notícias com Embrapa
terça-feira, 17 de maio de 2011
Brasil e Suécia querem ampliar parceria em biocombustíveis
O meio ambiente foi tema relevante durante reunião realizada nesta terça, dia 17, entre o primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt e a presidente Dilma Rousseff. O primeiro-ministro falou sobre a parceria com o Brasil na área de biocombustíveis e lembrou que a Suécia é o maior importador de etanol brasileiro na União Europeia. A presidente informou que, em breve, os dois países devem iniciar um projeto piloto de produção de etanol na Tanzânia (África).
Reinfeldt também conversou com Dilma sobre os preparativos para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, marcada para 2012, no Brasil.
Na área de negócios, Dilma apresentou ao líder sueco as oportunidades de investimento que se abrem no Brasil com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. A presidenta manifestou interesse em ampliar a exportação de bens de maior valor agregado para a Suécia.
Os conflitos no Oriente Médio e no Norte da África também foram um dos temas da conversa entre os dois chefes de governo. Dilma afirmou que o Brasil deseja que os conflitos sejam resolvidos por meio do diálogo e da negociação.
– O Brasil espera que a comunidade internacional ajude os países da região por meio do diálogo, da negociação, com estrito respeito à soberania nacional, às liberdades civis e aos direitos humanos, sendo necessário respeitar estritamente o mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) – disse Dilma.
Dilma também afirmou que Brasil e Suécia defendem a eliminação do arsenal atômico mundial.
– Brasil e Suécia defendem que o desarmamento passa não apenas pela redução dos arsenais, mas, também, por uma revisão abrangente do papel das armas nucleares e conduzindo a uma eliminação dos armamentos atômicos – disse.
Fonte: Agência Brasil - 17-05-2011
Reinfeldt também conversou com Dilma sobre os preparativos para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, marcada para 2012, no Brasil.
Na área de negócios, Dilma apresentou ao líder sueco as oportunidades de investimento que se abrem no Brasil com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. A presidenta manifestou interesse em ampliar a exportação de bens de maior valor agregado para a Suécia.
Os conflitos no Oriente Médio e no Norte da África também foram um dos temas da conversa entre os dois chefes de governo. Dilma afirmou que o Brasil deseja que os conflitos sejam resolvidos por meio do diálogo e da negociação.
– O Brasil espera que a comunidade internacional ajude os países da região por meio do diálogo, da negociação, com estrito respeito à soberania nacional, às liberdades civis e aos direitos humanos, sendo necessário respeitar estritamente o mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) – disse Dilma.
Dilma também afirmou que Brasil e Suécia defendem a eliminação do arsenal atômico mundial.
– Brasil e Suécia defendem que o desarmamento passa não apenas pela redução dos arsenais, mas, também, por uma revisão abrangente do papel das armas nucleares e conduzindo a uma eliminação dos armamentos atômicos – disse.
Fonte: Agência Brasil - 17-05-2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Dobra venda de açúcar, carne, soja e minérios ao exterior
A participação brasileira no mercado internacional com as matérias-primas básicas - como açúcar, carnes, soja e, sobretudo, minérios – quase dobrou entre 2000 e 2009. O país respondia por 2,77% das exportações de produtos primários em 2000, mas a fatia subiu para 4,66% em 2009, segundo estudo divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta terça-feira (10). Quando se considera tudo o que o Brasil vende para outros países – de produtos agrícolas a automóveis – a participação brasileira no cenário mundial subiu de 0,88% para 1,26% entre 2000 e 2009. Entretanto, o Ipea alerta que, “apesar do avanço significativo, é possível observar que estes ganhos estão concentrados no grupo commodities [matérias-primas básicas]”.
O instituto alerta que o país “perdeu espaço nas exportações de alta intensidade tecnológica, setor em que representava 0,52% do comércio mundial em 2000, e passou a representar 0,49% em 2009”. O aumento das vendas de produtos industrializados pelo Brasil, segundo o Ipea, depende muito depende muito do desempenho do setor aeronáutico, sobretudo das vendas da Embraer.
Apesar de o Brasil conseguir posição de destaque nos negócios de produtos básicos no mercado exterior, essa queda das vendas de produtos de alta tecnologia pode ser prejudicial no longo prazo porque essas mercadorias, normalmente, possuem maior valor agregado que as matérias-primas.
A balança comercial brasileira – diferença entre as vendas e as compras de produtos do exterior – só tem se mantido com saldo positivo porque o Brasil vende grandes quantidades de produtos básicos e o dólar, ainda que esteja perdendo valor diante do real, estava “mais de 25% valorizado em relação ao nível observado durante o ano de 2005”.
Para o Ipea, a concentração das vendas brasileiras para o exterior nas matérias-primas básicas pode trazer “preocupações para o desempenho futuro da economia brasileira”.
Apesar do risco que as matérias-primas podem oferecer ao Brasil no futuro, o instituto afirma que o cenário positivo deve durar um longo tempo por causa da procura mundial por alimentos.
- Além disso, o aumento dos custos da produção agrícola devido ao crescimento do preço da energia, a ampliação da produção de biocombustíveis nos EUA e na Europa e o enfraquecimento do dólar são fatores que também contribuem para a valorização das commodities [matérias-primas básicas] no mercado mundial.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
UE propõe banir carros movidos a gasolina e diesel
Seg, 04 de Abril de 2011 10:41
A União Europeia (UE) quer transformar em realidade o sonho dos ecologistas de banir os carros movidos a gasolina e diesel. A ideia é acabar com esses combustíveis nas cidades europeias até 2050. Na semana passada, Bruxelas propôs proibir carros movidos a "combustíveis convencionais" nas ruas de cidades como Paris, Londres, Madri e Berlim, onde apenas carros elétricos ou transportes públicos seriam autorizados. A proposta, que causou polêmica, tem o objetivo de reduzir de forma drástica as emissões de CO2. Até 2050, a UE quer baixar em 60% seus níveis de emissões, em comparação a 1990. Mas, para isso, precisará adotar outras medidas, como reduzir o transporte marítimo e aéreo e triplicar a rede ferroviária, diminuindo, assim, o uso de estradas.
– Podemos acabar com a dependência do petróleo sem sacrificar a eficiência da economia nem comprometer a mobilidade – disse o comissário europeu de Transportes, Siim Kallas.
Ele, porém, admitiu que o objetivo é "muito ambicioso" e exigirá uma "profunda transformação" na forma de locomoção.
Apesar de a Europa ter o melhor sistema de transporte público do mundo, os carros ainda representam 75% da locomoção nas cidades. Se as mudanças avançarem, apenas 50% dos carros que circulam no perímetro urbano poderão utilizar gasolina até 2030.
– Isso exigirá mudança de comportamento – disse Kallas.
Nas estradas, os carros a gasolina ainda seriam permitidos. Até os anos 30, a meta é triplicar o número de trens de alta velocidade no continente. Segundo a UE, o projeto melhoraria o trânsito, o meio ambiente e a saúde da população. No setor aéreo, a meta dos europeus é incentivar a redução dos voos de curta distância, que emitem, proporcionalmente, alta taxa de CO2. A migração para os trens também seria proposta para as viagens em que as distâncias são menores do que 300 quilômetros.
Para bancar essa revolução, a UE precisará investir 1,5 trilhão de euros nos próximos 40 anos. O montante parece alto, mas, segundo a Comissão Europeia, é equivalente a sete anos de importação de petróleo. Por ano, o continente europeu gasta 210 bilhões de euros para importar o combustível.
Fonte: O Estado de São Paulo - 04-04-2011
Seg, 04 de Abril de 2011 10:41 A União Europeia (UE) quer transformar em realidade o sonho dos ecologistas de banir os carros movidos a gasolina e diesel. A ideia é acabar com esses combustíveis nas cidades europeias até 2050. Na semana passada, Bruxelas propôs proibir carros movidos a "combustíveis convencionais" nas ruas de cidades como Paris, Londres, Madri e Berlim, onde apenas carros elétricos ou transportes públicos seriam autorizados. A proposta, que causou polêmica, tem o objetivo de reduzir de forma drástica as emissões de CO2. Até 2050, a UE quer baixar em 60% seus níveis de emissões, em comparação a 1990. Mas, para isso, precisará adotar outras medidas, como reduzir o transporte marítimo e aéreo e triplicar a rede ferroviária, diminuindo, assim, o uso de estradas.
– Podemos acabar com a dependência do petróleo sem sacrificar a eficiência da economia nem comprometer a mobilidade – disse o comissário europeu de Transportes, Siim Kallas.
Ele, porém, admitiu que o objetivo é "muito ambicioso" e exigirá uma "profunda transformação" na forma de locomoção.
Apesar de a Europa ter o melhor sistema de transporte público do mundo, os carros ainda representam 75% da locomoção nas cidades. Se as mudanças avançarem, apenas 50% dos carros que circulam no perímetro urbano poderão utilizar gasolina até 2030.
– Isso exigirá mudança de comportamento – disse Kallas.
Nas estradas, os carros a gasolina ainda seriam permitidos. Até os anos 30, a meta é triplicar o número de trens de alta velocidade no continente. Segundo a UE, o projeto melhoraria o trânsito, o meio ambiente e a saúde da população. No setor aéreo, a meta dos europeus é incentivar a redução dos voos de curta distância, que emitem, proporcionalmente, alta taxa de CO2. A migração para os trens também seria proposta para as viagens em que as distâncias são menores do que 300 quilômetros.
Para bancar essa revolução, a UE precisará investir 1,5 trilhão de euros nos próximos 40 anos. O montante parece alto, mas, segundo a Comissão Europeia, é equivalente a sete anos de importação de petróleo. Por ano, o continente europeu gasta 210 bilhões de euros para importar o combustível.
Fonte: O Estado de São Paulo - 04-04-2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Economia brasileira deve receber US$ 2 trilhões em investimentos
A economia brasileira deve receber US$ 2 trilhões em investimentos (cerca de R$ 3,4 trilhões) nos próximos quatro anos, segundo o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. Ele disse que, com isso, o nível de investimento no país chegará a 23% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Hoje, ele não chega a 20%.
De acordo com Coutinho, desse total, metade já foi mapeada pelo BNDES. Os aportes serão feitos em vários setores da economia nacional. O presidente do banco também disse que aumentar os investimentos é um dos desafios para manutenção do crescimento do Brasil.
Coutinho destacou como desafio o combate à inflação e afirmou que o governo não permitirá uma elevação de preços acima da prevista pelas metas do Banco Central (4,5% ao ano), com margem de 2 pontos para baixo e para cima. Fonte: Agência Estado - 23-02-2011
A economia brasileira deve receber US$ 2 trilhões em investimentos (cerca de R$ 3,4 trilhões) nos próximos quatro anos, segundo o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. Ele disse que, com isso, o nível de investimento no país chegará a 23% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Hoje, ele não chega a 20%.
De acordo com Coutinho, desse total, metade já foi mapeada pelo BNDES. Os aportes serão feitos em vários setores da economia nacional. O presidente do banco também disse que aumentar os investimentos é um dos desafios para manutenção do crescimento do Brasil.
Coutinho destacou como desafio o combate à inflação e afirmou que o governo não permitirá uma elevação de preços acima da prevista pelas metas do Banco Central (4,5% ao ano), com margem de 2 pontos para baixo e para cima. Fonte: Agência Estado - 23-02-2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
O Governo do Estado por meio da Secretaria de DesenvolvimentoRural e Agricultura Familiar (Sedraf) tem realizado diversas ações em busca de fomentar o cultivo de dendê em Mato Grosso na expectativa que seja uma nova matriz econômica no Estado. Além das reuniões realizadas com frequência, estão sendo feitas visitas ‘in loco’ nas unidades de pesquisa dos municípios de Alta Floresta (800 km de Cuiabá) e Matupá (700 km da capital). As plantações nestes dois municípios deverão fazer parte do projeto piloto da Embrapa para desenvolver as matrizes e começar a produção em massa em Mato Grosso.
De acordo com o secretário da Sedraf, Jilson Francisco da Silva, antes da implantação da cultura do dendê, uma comissão será formada para visitar o Estado do Pará, no município de Tailândia onde existe a Agro Palma, empresa âncora referência na extração do óleo de dendê, onde a cultura do fruto é desenvolvida com sucesso. A intenção é acompanhar de perto o modelo e a estratégia implantados para investir em Mato Grosso. O agricultor no Pará que cultiva dendê em 10 hectares, tem uma renda líquida de aproximadamente R$ 2 mil reais mensais.
O plantio de dendê é também uma alternativa rentável para os agricultores familiares. “Trata-se de um projeto extremamente importante para Mato Grosso pela oferta de novos investimentos. O dendê começa a produzir com 36 meses após o plantio e pode ser consorciado com outras cultivares”, destaca o secretário adjunto do Programa de Desenvolvimento Regional, da Sedraf, Renaldo Loffi.
Após um levantamento da Embrapa foi constatado que a região é propícia para transformar essa cultura em fonte de muita renda. Mato Grosso possui um zoneamento para o plantio do dendê em 200 mil hectares de área preferencial e 6 milhões de hectares de área potencial e de acordo com os técnicos o produto poderá se transformar em uma nova matriz econômica e impulsionar inclusive a agricultura familiar.
O cultivo do dendê nas áreas já desmatadas da Amazônia é reconhecido como uma excelente alternativa, como suporte ao projeto governamental de ampliação e diversificação das cadeias produtivas do Estado. “Como consequência, diminui a pressão sobre a floresta e propicia o melhor aproveitamento das áreas desmatadas”, afirmou o secretário Jilson.
A proposta está direcionada à geração de renda, ocupação de áreas desmatadas, além da melhoria da qualidade de vida dos produtores rurais. A mesma atitude foi implantada por alguns Estados da região Norte do país a fim de atender o mercado de óleos.
Financiamento
O Banco do Brasil tem uma linha de crédito específica para essa cultura, trata-se do Pronaf –F dendê, que é de R$ 65 mil reais por beneficiário, com juros de 2% ao ano, além de seis anos de carência e mais oito para começar o pagamento da dívida.
Visita ao Pará
Uma comitiva de Mato Grosso composta por técnicos fará uma visita à empresa Agro Palma, no Pará, para avaliar todo o processo, desde a plantação, produção, até a fase final da extração do óleo na empresa para implantar um modelo semelhante em Mato Grosso.
Projeto
A proposta prevê a implantação de uma indústria, ou seja, empresa âncora que comprará todo o produto proveniente da Agricultura Familiar. A instalação do polo industrial será instalada em um raio de pelo menos 50 quilômetros das cidades que receberam a cultura do dendê para que haja bom desempenho em termos de logística.
Produto
O principal produto do dendezeiro é o óleo extraído industrialmente da polpa do fruto - óleo de palma internacionalmente conhecido como palm oil - cuja demanda vem crescendo de forma acelerada e consistente há quase dez anos. As características especiais desse produto conferem-lhe grande versatilidade, o que possibilita sua aceitação por indústrias mundiais diversas.
A cultura do dendezeiro é, provavelmente, a de maior potencial de crescimento no mundo dentre as culturas de significado econômico. Sua rentabilidade tem sido boa e os preços tem-se mantido estáveis em torno de USS 450/tonelada de óleo de palma devido ao aumento de produção que tem acompanhado o crescimento do consumo.
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